É sabido que a investigação por uma representação, identidade e estética propriamente nacionais foram fundamentais na pesquisa e estabelecimento da Arte Moderna por aqui. A defesa por uma arte brasileira esteve substancialmente relacionada às eleições dos assuntos e formas do que deveria ser escrito, cantado, pintado, esculpido ou tocado. Significou ler e conceber o Brasil, sobretudo a partir de São Paulo e Rio de Janeiro, através de uma percepção moderna das nações, das artes e das pessoas. Em reação a isto como dado final, o curso O que fez o Moderno com o Carnaval? Por entre nacionalismo, africanismos e identidade brasileira, com Uila, propõe uma atenção a como o carnaval foi articulado pela população negra em Salvador na virada entre os séculos XIX-XX e ao modo como o evento funcionou para elaborar possíveis identidades no pós-abolição.
Encontros:
Arte Moderna e Identidade Nacional: o que sobra do século XIX?
Observação e análise do que se entendia por identidade brasileira nas primeiras décadas do século XX, assim como a importância dos eventos e estudos realizados no século XIX para essa compreensão.
Entrudo, carnaval e o estado civilizacional brasileiro
Estudo das relações entre o entrudo e o carnaval e dos significados que ambos obtiveram na perspectiva moderna da identidade brasileira.
Agremiações carnavalescas negras, africanismos e versões de África I
Estudo de caso: Surgimento e atuação da agremiação Embaixada Africana (1895-c.1910) nos desfiles carnavalescos de Salvador.
Agremiações carnavalescas negras, africanismos e versões de África II
Estudo de caso: Surgimento e atuação da agremiação Pândegos D’África (1897-c.1910) nos desfiles carnavalescos de Salvador.
A experiência paulistana dos bailes de carnaval da Sociedade Pró Arte Moderna (SPAM)
Análise da estrutura e discurso proferidos pela SPAM (1932) em torno da investigação de uma expressão artístico-cultural propriamente brasileira através do carnavalesco.
Uila (Uilton Júnior) trabalha com pesquisa e educação. Bacharel e mestrando em História da Arte pela Unifesp, pesquisa imagens e colonialidade nas relações raciais da história brasileira. Atualmente integra o educativo do MAM-SP.